Tatuagem oriental

No Japão de antigamente, entre o século 18 e 19, as tatuagens eram símbolos de criminosos e eram feitas como forma de punição. Com o passar dos anos, a tatuagem começou a ser vista como forma de expressão, forma de enfeitar os corpos, cobrir as antigas marcas de punição, ou ainda como forma de intimidação, razão pela qual eram muito comuns entre os mafiosos da Yakuza. Porém, logo a prática foi proibida e os tatuadores atendiam em suas casas, clandestinamente, sem placas na porta ou propagandas divulgando seus nomes. A proibição durou até o final da 2ª Guerra Mundial e, durante esse tempo, a divulgação de um tatuador era feita boca a boca.

O ofício de tatuar era passado de mestre para aprendiz, num treinamento longo que durava cerca de 5 anos. O aprendiz vivia com o mestre, observando sua forma de tatuar, o modo de preparo das tintas e todas as técnicas.

O Tebori (que significa gravar, entalhar com a mão) é uma tradicional técnica japonesa que surgiu no final do século 18 – começo do século 19, e consiste em usar várias agulhas de aço enfileiradas presas a uma haste de bambu, madeira ou marfim. Essa ferramenta é segurada com uma mão, com a outra estica-se a pele a ser tatuada e o desenho vai sendo formado pressionando-se a ferramenta manualmente contra a pele. É preciso grande conhecimento e experiência para tatuar usando esse método, ajustar a força usada, a direção e o modo como as agulhas devem tocar a pele etc.

São diversas as técnicas usadas no Tebori, e o número de agulhas varia de acordo com o tatuador e com o que o tatuador irá fazer. Por exemplo, no Sujibori (contorno) usa-se cerca de 4 a 7 agulhas, já no Bokashibori (sombreamento) usa-se geralmente dois conjuntos de agulhas, um de 12 e outro de 13  (ou até mais), colocados um sob o outro, de forma que um fique mais recuado que o outro.

A escolha dos desenhos também é de grande importância para os tatuadores mais tradicionais, devendo-se respeitar as 4 estações do ano e não misturá-las. Por exemplo, tatuar uma serpente e uma cerejeira juntas não é visto com bons olhos pelos profissionais que aprenderam a tatuar antigamente, pois a serpente e a cerejeira não pertencem à mesma estação, enquanto uma floresce, a outra hiberna.

Hoje em dia, não é muito comum encontrar tatuadores que usam o método Tebori. Muitos escolhem aprender da forma mais moderna e rápida, e outros tatuadores combinam o Tebori com a máquina.

~ by dineyinsights on March 1, 2014.

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